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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Balada da Neve - Augusto Gil

 

 

 

 

 

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

 

É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho…

 

 

 

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.

 

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria…
. Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

 

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…

 

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança…

 

E descalcinhos, doridos…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…

 

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…

 

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.

 

 

Augusto Gil


registado por paulacalcadaalves às 13:36

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Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

...

 

 

Recados Para Orkut - RecadosOnline.com

 

 

 


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Sexta-feira, 6 de Junho de 2008

Amizade

Recados Para Orkut

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Amizade

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Domingo, 25 de Maio de 2008

Momentos

 

Estar triste,

estar desapontada

é algo que nos rompe a alma

e nos deixa vazia, sem rumo

sem nada...

Querer fugir,

querer refúgio,

querer chorar,

querer..., nem sei o quê,

apenas desaparecer,

para não ter que viver

tamanha dor, que mata, 

que deixa sem chão,

sem vontade de tudo encarar.

 

                                   paulacalcadaalves 

 

 


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Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Borboletas

o-cacador-de-borboletas-copy.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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registado por paulacalcadaalves às 18:23

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Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Vinicius de Moraes2

"São demais os perigos desta vida
Pra quem tem paixão principalmente
Quando uma lua chega de repente
E se deixa no céu, como esquecida
E se ao luar que atua desvairado
Vem se unir uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado 
Porque deve andar perto uma mulher..."

 

 

Soneto do Amor Total

Amo-te tanto meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

 


 



Soneto de Devoção

Essa mulher que se arremessa, fria
E lúbrica em meus braços, e nos seios
Me arrebata e me beija e balbucia
Versos, votos de amor e nomes feios.
Essa mulher, flor de melancolia
Que se ri dos meus pálidos receios
A única entre todas a quem dei
Os carinhos que nunca a outra daria.
Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela.
Essa mulher é um mundo! - uma cadela
Talvez... - mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!

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registado por paulacalcadaalves às 14:23

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Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

António Gedeão

 

 

 

 

 

 

Amador sem coisa amada

Resolvi andar na rua
com os olhos postos no chão.
Quem me quiser que me chame
ou que me toque com a mão.

Quando a angústia embaciar
de tédio os olhos vidrados,
olharei para os prédios altos,
para as telhas dos telhados.

Amador sem coisa amada,
aprendiz colegial.
Sou amador da existência,
não chego a profissional.

 

 

A um ti que eu inventei

Pensar em ti é coisa delicada.
É um diluir de tinta espessa e farta
e o passá-la em finíssima aguada
com um pincel de marta.

Um pesar grãos de nada em mínima balança,
um armar de arames cauteloso e atento,
um proteger a chama contra o vento,
pentear cabelinhos de criança.

Um desembaraçar de linhas de costura,
um correr sobre lã que ninguém saiba e oiça,
um planar de gaivota como um lábio a sorrir.

Penso em ti com tamanha ternura
como se fosses vidro ou película de loiça
que apenas com o pensar te pudesses partir.


 



 

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Sábado, 5 de Abril de 2008

Carlos Drummond de Andrade

As sem razões do amor


Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Ainda que mal
Ainda que mal pergunte,
ainda que mal respondas;
ainda que mal te entendas,
ainda que mal repitas;
ainda que mal insista,
ainda que mal desculpes;
ainda que mal me exprima,
ainda que mal me julgues;
ainda que mal me mostre,
ainda que mal me vejas;
ainda que mal te encare,
ainda que mal te furtes;
ainda que mal te siga,
ainda que mal te voltes;
ainda que mal te ame,
ainda que mal o saibas;
ainda que mal te agarre,
ainda que mal te mates;
ainda, assim, pergunto:
me amas?
E me queimando em teu seio,
me salvo e me dano...
... de amor.


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Quinta-feira, 13 de Março de 2008

...

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Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Reviver o passado

 

 

Pois, quando achamos nós que o passado já lá vai, zás o destino troca-nos as voltas. Ainda ontem voltei a falei com uma amiga do liceu por telemóvel. Há 4 anos que não a vejo. Bem, para falar a verdade, são praticamente 10 anos, uma vez que, essa vez que a vi, trocamos apenas 2 ou 3 palavras.

Ainda bem que o destino nos faz destas coisas, mostra que está atento.

Adorei reencontrá-la.

Beijo grande para ela.

 

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Sábado, 1 de Março de 2008

Vinicius de Moraes

 

... simplesmente belo...

 

amor-12.jpg

 

 

 

Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham a você.

Assim como o Oceano, só é belo com o luar
Assim como a Canção, só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem, só acontece se chover
Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor, não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você!

Soneto da Fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

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registado por paulacalcadaalves às 22:38

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Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

Poema da Teresa

A Humildade “é tão raro”(19.08.2007) 15:03
 
A alma é tão magnânime,
Ela é grandiosa, mas…
A alma é humilde, mas…
Ninguém é melhor ou pior.
 
Somos seres diferentes,
Tão complexos e individuais.
Almas corroídas em várias frentes.
Almas que têm algo mais.
 
Olhares indiscretos espreitam
A confusão que os alegram.
A modéstia é tão bonita,
Quando o simples espreita.
 
Ventos baldios dão segurança
Aos gentios, dão-lhe a esperança.
A vida mostrará que há mudança.
Mesmo com atitudes de desconfiança.
                                 Thereza Green
  
 
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Natal de pobres

 

Natal de pobres
 
 
 
 
 
 
Quando a mulher adormeceu
naquela noite de Natal,
o homem foi, pé ante pé,
pôs um sapato (dela, não seu)
com um embrulho de jornal
na lareirinha da chaminé.
 
Um casal pobre... um ano mau...
Era um pedaço de bacalhau.
 
Ora alta noite, pela janela,
com fome e frio, entrou um gato
que, no escuro, cheirando aquela
comida boa no sapato,
rasgou o embrulho, comeu, comeu
e, quente e farto, adormeceu.
 
De manhã cedo, ela acordou,
foi à cozinha e viu o gatinho
adormecido no seu sapato.
Voltando ao quarto, feliz, falou
para o homem: - Meu amorzinho,
como soubeste que eu queria um gato?
 
            Leonel Neves in “O menino e as estrelas”
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